quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Bem vindas e bem vindos ao blog CRB Maringá!

           Aqui você poderá conhecer as diversas Congregações Religiosas da Arquidiocese de Maringá, bem como suas diferentes áreas de Missão sendo presença evangelizadora na educação em escolas públicas e particulares, na saúde curativa e alternativa, na assistência social, na pastoral das paróquias, assessorando na área teológica, psicológica, Biblico-catequetico e Espiritual.
         Desejamos que este blog ajude a todos a conhecer melhor a Vida Religiosa Consagrada e também um pouco de cada Congregação  Religiosa na sua Vida e Missão, com as características próprias  da riqueza de cada  Carisma.
        Veja também a programação de nossas atividades, informações, celebrações, textos informativos fotos e outros eventos a serem realizados. 
                  Com um abraço fraterno acolho a todos que entrem  neste blog
                                               

                                    Ir. Maria López Otero. CCV
                                                               Coordenadora do Núcleo  CRB-Maringá

Tendências da Vida Religiosa Consagrada.

Viemos de Onde?Onde estamos? Para Onde vamos (tendência)
Refletir: Nessa mudança, nesse movimento, a gente acumula ou perde valores?
1.      De comunidades fortemente estruturadas onde todos/as estavam juntos/as nos atos comunitários PARA o desafio de não estar juntos/as por causa dos choques de horários. E a comunidade?
2.      Da uniformidade de roupas, interesses e comportamentos PARA mais individualidade, subjetividade e pluralismo. O que ainda nos une?
3.      Da autoridade inquestionável do/ da superior /a PARA umas lideranças mais participativas, circulares e transformadoras. Como fica a obediência?
4.      De uma separação rígida do mundo PARA uma inserção no meio do povo e da cultura, nas periferias, fronteiras, situações de exclusão. É profetismo ou perca de identidade?
5.      De grandes comunidades com relações impessoais PARA grupos de dimensão reduzida, com relações mais estreitas, partilha afetiva, efetiva e espiritual. Dá para agüentar?
6.      De grupos quase totalmente enclausurados com relações intensas muito controlados PARA acesso ilimitado ao mundo virtual. Quem é o meu próximo?
7.      De modos de rezar solenes e formais PARA momentos de oração de coração onde se partilha a vida e a Palavra, num ambiente aconchegante. Ainda é oração oficial da Igreja?
8.      Da atenção exclusiva ao religioso PARA o cuidado com o humano, a integração de todas as dimensões na busca espiritual. A Psicologia substitui a fé?
9.      De uma ascese rigorosa PARA a leveza da vida, o bem estar, o comodismo, a mundanização, o emburguesamento. É progresso ou decadência?
10.  De uma cultura marcada pela culpa, o pecado, a penitência, PARA uma mentalidade de abertura, tolerância, permissividade. Ser livre e ser independente é a mesma coisa?
11.  De uma pobreza estreita e formal PARA uma simplicidade voluntária e a solidariedade com a mãe terra. Temos algo a ver com essa tal ecologia?
  1.  Do medo da sexualidade PARA um celibato límpido, amoroso, e uma comunidade de amigos /as no Senhor. Ainda é possível no mundo de hoje?                                                    
Fonte: Irmã Annette. Encontro das Congregações Brasileiras. Nova Tento /SC - 22 a 26 de agosto de 2011
Organizadora: Irmã Maria Vieira Feitoza, ICP.

“De olhos fixos em Jesus, que Nossos Olhos se Abram”.

Hino da Assembléia Nacional da CRB 2011.
        De Olhos fixos em Jesus, avançaremos sempre além. Fazendo história, fiel memória do Verbo Eterno neste chão. Nosso horizonte, meta e luz é o seu Reino que hoje vem. E o  ponto ao qual nós chegamos, nos leva á mesma direção!
       Avançar exige disposições redobradas, prosseguir requer horizontes a perseguir. Daí o sentido para nós hoje no aqui e agora: De olhos fixos em Jesus. Que nossos olhos se abram! Tais interpelações sinalizam para a vida religiosa consagrada que se reconhece necessitada de bem focar seu olhar, sua opção de vida, sua direção, o sentido de seu ser e existir. O brado por ver é também experiência vivida por muitas pessoas da VRC. Necessitamos ver melhor o horizonte a perseguir, as opções a realizar, o lugar a ocupar, as iniciativas a priorizar, as renúncias a fazer o testemunho a dar. Reconhecendo a cegueira em várias áreas de nossa vida, Clamamos: Que nossos olhos se abram! Para recuperar a visão, pressupõe-se que se tenha consciência da deficiência, que se queira realmente ver, que se lute por ver, que haja empenho pra ver. Só quando se quer realmente ver, e ver bem, é que se percebe o quanto se está deficiente na visão.  Somos convocadas a focar nosso olhar, não em idéias, figuras ou imagens virtuais, mas numa pessoa, Jesus de Nazaré, o anunciador do Reinado do Pai, o homem cheio de ternura e misericórdia, aquele que andou pelos caminhos da galiléia, que foi a Jerusalém e lá padeceu o suplício da cruz, o Verbo encarando do pai, nosso Salvador e Redentor, o crucificado e ressuscitado È que a VRC, ao longo da história, tenha acumulado camadas de escamas em seus olhos e hoje esteja necessitada da imposição de mãos para que seu olhar fique límpido. A palavra de Deus é, certamente o instrumento fecundo e eficaz para a cegueira da VRC, e com certeza nos levará a ter o olhar iluminado pela contemplação do tesouro: A vida e Missão de Jesus, que tem como cerne o Reinado de Deus. Focando bem nosso olhar, compreendemos que a Consagração religiosa, a rigor, qualifica para bem ver. Por meio dos conselhos evangélicos, a VRC, em sua intuição originária, é portadora de uma visão iluminada. A Pobreza possibilita um olhar despojado. A obediência qualifica para a liberdade do ver. A castidade gera limpidez do olhar. Como os cegos á beira do caminho em Jericó, a VRC clama: Que nossos olhos se abram! Que possamos ver novamente, que Jesus nos proporcione um novo modo de ver, que possamos ver sob a luz de Deus, pois, por vocação, somos detentoras de um olhar iluminado, destinados a ver do jeito que Jesus vê.A fecundidade da VRC depende da intensidade, da vigilância e do cuidado do tesouro. Tesouro-talento é o dom que Deus oferece com a qual cada uma pode construir a felicidade ou a infelicidade, depende da fé e dedicação aplicada nele. Talento é o amor ativo que cada fiel discípulo de Jesus desenvolve em relação à humanidade a toda a criação.
                                                                                          
                                                                                                                             Irmã Maria Vieira Feitoza, ICP.

O que é CRB?

       CRB é a Conferencia Nacional das Religiosas e Religiosos do Brasil, fundada no dia 11 de fevereiro de 1954, no Rio de Janeiro. É Pessoa jurídica de direito Pontifício e tem sua identidade própria. É beneficente, cultural e de assistência social, detentora de utilidade pública Federal, Estadual e Municipal.
        Sua finalidade é animar a Vida Religiosa Consagrada, coordenar atividades intercongregacionais na formação e missão e promover a inserção nos meios populares em situações de risco social em comunhão na e com a Igreja, a fim de que seja um sinal profético, no mundo, pelo seu testemunho de vida na gratuidade, na prática da justiça e na vivência do amor incondicional.
        A VRC (Vida Religiosa Consagrada), pela sua essência, é chamada a defender a vida, ajudando a criar condições para que seja valorizada, cuidada e protegida de toda e qualquer ameaça, pois toda pessoa, independente de raça, sexo, idade ou classe social, é digna de ter vida e vida em abundância (João 10,10)
        Para levar a efeito suas finalidades e realizar as programações, a CRB conta com uma organização nacional, com sede em Brasília/DF, e mais 20 Regionais filiadas à entidade e estas,divididas em Núcleos por regiões próximas.
        A VRC no Brasil conta com um total de 30.505 consagrados/as sendo que 23.220 são religiosas e 6.285 são religiosos.
        Em Maringá, a Vida Religiosa, pode-se dizer que acalentou, desde o início, a pequenina cidade e nunca deixou de caminhar lado a lado no seu processo histórico de crescimento e desenvolvimento, por meio das diversas Congregações Religiosas com suas múltiplas presenças e atividades, expressão dos Carismas dados pelo Espírito à sua Igreja.
       O Núcleo da CRB-Maringá, se orienta por uma coordenação. Realiza sua assembléia uma vez por ano, onde  avalia a caminhada,  reflete à luz da Palavra de Deus os desafios da realidade, e juntos faz-se a programação que a coordenação tem o compromisso de fazer acontecer, no decorrer do ano   A eleição da coordenação se faz em assembléia por tempo de 2 anos podendo ser reeleita por mais dois.
        A VRC, na igreja de Maringá, com 15 Congregações femininas e 05 masculinas, num total de 125 religiosas/os, quer ser uma presença de comunhão e participação, colaborando com a riqueza dos seus Carismas e somando forças na construção do Reino.

VIDA RELIGIOSA - CRB NÚCLEO DE MARINGÁ

            Ela surgiu como presença e sinal do Reino de Deus. Enquanto Congregação de toda pessoa, a vida Religiosa manifesta, na Igreja a união com Deus, sinal da vida futura.
            Teve inicio junto com o desenvolvimento da cidade e a criação da Diocese. As primeiras Irmãs que chegaram a Maringá,oi dando luz  foram as Irmãs de Santa Joaquina de Vedruna, em 1952, importadas da Espanha; a seguir vieram as Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. A partir daí, outras Congregações foram chegando, com seus Carismas específicos, dando gosto, alegria, formação e saúde ao povo de Maringá.
            Ao longo dos anos atuaram com humildade, com competência, na educação (colégios), assistência social (albergue), promoção humana (Núcleo Social Papa João XXIII), serviço hospitalar, evangelização, catequese e sempre junto aos Pobres.
            O Núcleo da CRB de Maringá sente-se feliz por ter contribuído e continuar a contribuir com o povo de Maringá, onde um número significativo de habitantes pode dar graças a Deus por ter recebido todo um suporte assistencial, que cresceu em solidariedade, união e paz, tornando um mundo melhor com sua presença, que lhes proporcionou uma profissão ou uma transformação na sua forma de viver, como cidadãos Maringaenses.
            O colorido Congregacional da Vida Religiosa de Irmãos e Irmãs foi dando luz, amor e esperança ao povo de Maringá.

CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS MISSIONÁRIAS DO SANTO NOME DE MARIA

        “TUDO PARA A MAIOR GLÓRIA DE DEUS A EXEMPLO DE MARIA SANTÍSSIMA.”


D. Wilhelm Bernig

Fundador e Origem da Congregação
Dom Wilhelm Berning nasceu aos 26 de março de 1877, em Lingen, Alemanha, filho do carpinteiro Bernhard Berning e de Carolina Rosemeyer Berning.
Depois dos primeiros estudos do Liceu de sua cidade natal, cursou filosofia, teologia, ciências sociais, línguas orientais e história nas universidades de Münster e Breslau. Foi ordenado sacerdote a 10 de março de 1900 e sagrado bispo a 29 de setembro de 1914
D. Wilhelm Berning era Bispo da Igreja de Osnabrück – Alemanha, durante a Primeira Guerra Mundial. Como bispo procurou concretizar o seu lema “Caritas Cristi Urget” em uma vida repleta de amor e solidariedade pastoral, impregnada por visão ampla e abertura aos problemas de seu tempo.
Ao discernir os meios de melhor atender as necessidades da sua Diocese naquele tempo tão difícil, decidiu pedir auxílio a algumas congregações religiosas; porém sem êxito. Contudo, D. Wilhelm, pessoa de caráter firme e grande fé em Deus, não desanimou, mas persistiu na sua busca.
Nesse período, entre 1912 – 1914 ao eclodir a Primeira Guerra Mundial em 1914, um grupo de religiosas alemãs encontravam-se no noviciado das Irmãs Missionárias Maristas em Lyon, na França e tiveram que retornar à Alemanha.
Sem qualquer expectativa de retorno, o grupo decide buscar orientação do Bispo Diocesano de Osnabrück. D. Berning descobriu nesses acontecimentos o Projeto de Deus para realizar o seu plano de fundar uma congregação religiosa para as tarefas da “Diáspora” e das missões.
E assim nasce – em 25 de março de 1920 – a nova Congregação inspirada por uma orientação missionária-mariana para colaborar na conservação e propagação da fé católica nos territórios da Diáspora da Diocese e também em missões estrangeiras.
Vivenciando o lema: “Tudo para a maior glória de Deus a Exemplo de Maria Santíssima”, numa atitude fundamentalmente mariana, as Irmãs procurem servir os homens e mulheres e conduzi-los à liberdade e à alegria de fé através dos trabalhos pastorais paroquiais e diocesanos, sociais, educacionais, bem estar e da saúde.
As seis primeiras Irmãs Missionárias do Santo Nome de Maria chegaram no Brasil no dia 12 de julho de 1956. A Congregação foi convidada ao trabalho missionário no Brasil pelos padres Jesuítas que trabalhavam na Paróquia São José Operário, em Maringá, no Estado do Paraná. Portanto, as Irmãs fixaram residência na Paróquia São José Operário, tendo como objetivo principal o trabalho Pastoral Paroquial, Enfermagem e Educação.
Espiritualidade e Carisma
A experiência de fé que Dom Berning viveu é a medula da espiritualidade da Congregação. E foi na Palavra de Deus, especialmente no Evangelho que ele encontrou a fonte e raiz de seu carisma peculiar.
O carisma confiado a Dom Berning, fundador da Congregação das Irmãs Missionárias do Santo Nome de Maria e sustentado por sua forte experiência de Deus, permitiu-lhe ouvir e atender o apelo Missionário, em favor dos mais necessitados da “diáspora” no Norte da Alemanha, incluindo outros países.
As Irmãs Missionárias do Santo Nome de Maria herdaram o carisma missionário-mariano: são chamadas a ser continuadoras do projeto evangélico iniciado por Dom Berning. Maria, associada à missão de seu Filho, é modelo (exemplo) para cada Irmã e toda a Congregação (Const. p. 12 e 20).
O fundador lembra muitas vezes as Irmãs de que é preciso contemplar Maria, a serva, que em qualquer situação se coloca como missionária por causa do Reino, e assim poder seguir sua orientação fazendo tudo o que Jesus disser (Jo 2,5).

MISSÃO

         A Missão das Irmãs Missionárias do Santo Nome de Maria é colaborar na evangelização, como discípulas missionárias, a serviço do Reino, para despertar, confirmar e propagar a fé do jeito de Maria, priorizando as realidades de diáspora, especialmente onde a vida está ameaçada.